:: GATMO Grupo de Apoio ao Transplantado de Medula Óssea ::


Fontes de células mãe/progenitoras para a realização do TMO
 
Coleta da medula óssea (crista ilíaca ou bacia)

As células-tronco hematopoiéticas ou células-mãe são colhidas com agulhas especiais diretamente da região posterior da bacia, o que exige anestesia geral ou peridural para que o doador não sinta dor.
O procedimento tem duração de 60 minutos e é importante destacar que não é uma cirurgia, ou seja, não há corte, nem pontos.
O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte. A sensação do doador na região da nádega permanece em média por uma semana( 2 a 14 dias).
A dor é referida como a causada por uma queda ou uma injeção oleosa.
Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas.

Coleta de células progenitoras do sangue periférico ( por aférese)

As células são coletadas( filtradas) do sangue em circulação. As células-tronco a serem transplantadas não são encontradas normalmente na circulação sanguínea e para serem coletadas são primeiramente estimuladas a se multiplicarem na medula óssea, e migram para a circulação.
Esse resultado é obtido com a injeção de proteínas chamadas de fatores de crescimento, como o fator estimulador de colônias de granulócitos, ou G-CSF. Esse fator de crescimento é administrado diariamente como uma pequena injeção subcutânea, durante 4 a 5 dias e os sintomas são semelhantes a uma gripe.

Para colher as células-tronco para o transplante, um equipamento separador de células (máquina de aférese) retira o sangue de uma veia do braço, extrai as células-tronco e a seguir devolve o sangue para o corpo do paciente. Esse processo pode exigir que o paciente fique no hospital por 4 horas em média.
O procedimento não causa dor, não há necessidade de anestesia geral e as células são armazenadas até o momento do uso.

Cordão umbilical e placentário(SCUP)

As células do sangue de cordão umbilical são ricas em células progenitoras hematopoiéticas e podem ser congeladas no momento do parto.
Os bancos de sangue de cordão umbilical (BSCUP) mantém estas células congeladas por longo tempo, disponibilizando-as como uma fonte alternativa para os pacientes que não possuem um doador HLA compatível.
A utilização das células do cordão apresentam algumas vantagens, pois o risco de doença enxerto contra hospedeiro é menos agressiva devido a imaturidade celular e o tempo para encontrar um cordão compatível é menor, mas como desvantagem, a recuperação é mais lenta e o número de células no cordão é limitado, sendo viável apenas para pacientes com até 50kg.
Bancos de Sangue de Cordão Umbilical estão sendo criados em diversos países.
No Brasil, o Ministério da Saúde regulamenta a operação dos bancos de sangue de cordão umbilical.
As instituições vinculadas ao programa são:
- INCA - CEMO;
- Hemocentro de Ribeirão Preto - SP;
- UNICAMP - Campinas - SP;
- Hospital Israelita Albert Einstein.




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